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terça-feira, 13 de março de 2012

Enganos que as Pessoas Cometem ao Seguir Jesus


Eu me lembro de uma fase da minha vida de criança, por volta dos seis anos de idade,  que ninguém me chamava para jogar bola. Eu era muito frustrado quanto a isso. Até que um dia, meus pais tiveram a brilhante idéia de comprar uma bola para mim! Eu não tinha mais sossego. O dia todo, as pessoas me chamavam para que eu fosse jogar bola com eles. Meu pai e minha mãe achavam aquilo muito engraçado, eu não! Eu queria acreditar que aqueles amigos continuariam querendo a minha companhia independente disso. Essa esperança durou até furar a minha bola! Senti-me usado, fiquei chateado, mas logo compreendi como o ser humano é egoísta!
Eu queria a companhia deles para ter amizade, e eu pude perceber duas verdades:  1º) que eu era ruim de bola e 2º) que eu não tinha mais o que eles queriam de mim, que era a minha bola de capotão!
Esse jogo de interesses tem dominado a humanidade em vários aspectos, inclusive na relação que as pessoas têm com Deus. Nesse texto, veremos que Jesus passou por uma situação assim, onde muitas pessoas O seguiam pelos motivos incorretos!
Esse texto é um discurso de Jesus, onde Ele está repreendendo aqueles seus seguidores, aquela multidão, porque eles estavam enganados sobre algumas coisas. Jesus estava preocupado com que eles estivessem vivendo em conformidade com a verdade de Deus.
Ele e seus discípulos chegaram na margem ocidental do Mar da Galiléia, entre três e seis horas da manhã. Agora já era o dia seguinte – ou seja, a manhã depois da alimentação dos "cinco mil", e também  a manhã da chegada de Cristo e seus discípulos na planície de Genesaré. Você deve estar lembrado que a multidão que ficou do outro lado do mar, mesmo tendo sido dispen­sada por Jesus, não retornou para suas casas, mas permaneceu du­rante toda a noite na margem oriental do mar. A multidão percebeu duas coisas:
Que nenhum outro barco perma­neceu ali exceto um; e este era o que o Senhor e seus discípulos tinham usado para navegar até aquela margem nordeste do mar. E
Que Jesus não embarcara nele com seus discípulos, ten­do estes partido sozinhos nesse barco. Jesus se retirara para o topo do monte a fim de orar, e seus discípulos, obedecendo à sua ordem, conforme Mateus 14.22 informa, tinham partido sozinhos.
Portanto, o povo começou a procurar por Jesus, pensando que ele ainda estava nas proximidades de Betsaida Julia. No entanto, logo descobriram que Jesus também desaparecera misteriosamente. Depois de comprovarem que ele não se encontrava ali, eles chegaram à conclusão correta de que o Senhor voltara para o lado ocidental, na região de Cafarnaum, apesar de que, como não havia nenhum outro barco para levá-lo de volta, não conseguiam entender como ele conseguira fazer isso. Será que ele caminhou ao redor do mar?
A incerteza deles sem duvida explica porque eles continuaram ali: Talvez muitos tivessem ido para casa, mas pelo menos alguns estavam relutantes de voltar sem ele.
Entretanto, possivelmente chegou aos donos de barcos em Tiberíades a notícia de que havia uma grande multidão aguardando para cruzar o mar. Isso representava um bom dinheiro para aqueles donos de barcos. Assim, lemos: “Entretan­to, outros barcos chegaram de Tiberíades, perto do lugar em que eles comeram o pão, depois que o Senhor deu graças”(24).
Então foram trazidos para o outro lado. Depois dessa multidão procurar Jesus por toda a região, e não achá-lO, chegando à conclusão de que deveriam ir para Cafarnaum, seu quartel general, resolvem pegar uma “carona” e ir para o outro lado, em busca dEle. Quando eles se encontram com Jesus, lhe perguntam :
“Rabi, como chegastes até aqui?” (25)
Porque eles não sabiam como Jesus tinha saído ou como tinha chegado ali.
Em vez de responder à pergunta que faziam, o que poderia ter fortalecido a concepção deles de que Jesus era, antes de tudo, um operador de milagres, suficientemente poderoso para lide­rar uma revolução e para trazer prosperidade a todos –, o Senhor os Repreende. Eles, em sua busca pelo Mestre, estavam motivados por razões equivocadas.
Deus quer que você tenha motivos corretos ao seguir o Seu filho Jesus Cristo.
Nesse texto, Jesus repreende a multidão por três motivos ainda comuns nos dias de hoje:

Primeiro Motivo: A Intenção errada ao buscá-lo. (26)

“A essa pergunta Jesus responde: em verdade, em verdade vos digo, que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão, e vos saciastes.” (26)
O que Jesus está dizendo é que aquelas pessoas, apesar de terem visto seus mila­gres (especialmente a cura do enfermo e a multiplicação dos pães, mas também, num sentido mais geral, todas as maravilhas que ele tinha re­alizado), não os tinham entendido como sinais que apontavam para ele como o Messias espiritual, o Filho de Deus.
O interesse principal do povo em relação a Jesus devia-se ao fato de terem comido os pães que ele havia forneci­do, até o ponto de se fartarem. O que nutria a multidão na sua busca por Jesus não era o reconhecimento de quem Ele era, mas o desejo de saciar o seu estômago.
Eles não ouvem outra mensagem, mesmo quando Jesus tenta explicar a eles a Sua mensagem, no verso 34, eles continuam a manifestar o seu desejo:
Senhor, dá-nos desse pão”.
 Porém, eles não estão pensando no pão espiritual, mas no material.
 No verso 27, Jesus responde:
“Trabalhai , não pela comida que perece..”
  Ele não está dizendo que não devemos trabalhar pela comida que perece, mas sim, para trabalharmos pela comida que não perece. Pois eles estavam preocupados com a comida que perece, com o pão, com o bem estar, o emprego, e por isso Ele os exorta que trabalhem por uma outra comida.
Eles estavam desejando satisfazer os seus  próprios interesses, o seu reino, e não do Reino de Deus.
Jesus deixa bem claro para aquelas pessoas que Ele sabia quem elas eram, e as suas intenções. Não estava encoberto aos seus olhos porque aquela multidão o seguia. Os discípulos poderiam até estarem fascinados, estimulados porque o número de discípulos estava crescendo, mas Jesus nem tanto. Porque eles não sabiam o que havia no coração do povo. Mas Jesus sabia, assim como sabe claramente, o que vai dentro do seu coração, hoje.
Tem um provérbio que diz: “De boas intenções está o Inferno cheio”
Vivemos em um mundo onde as pessoas entram de cabeça em relacionamentos em busca de tirar algum benefício próprio. A chamada “política da boa vizinhança”. Enquanto a pessoa tem alguma coisa a oferecer, ela é bem vista, quando ela não tem nada, ela é descartada. Quem já ficou desempregado aqui por um período razoável de tempo sabe do que eu estou falando. Os homens estabelecem os seus relacionamentos pautados naquilo que o outro tem a oferecer. Valoriza-se o que o outro tem, não o que a pessoa é.
Essa busca por relações de interesse invade o âmbito religioso. Somos constantemente bombardeados por informações que mostram que todos os nossos desejos serão realizados se seguirmos a Jesus. Esses desejos a serem realizados estão sempre voltados para o bem-estar do homem. É uma espécie de barganha onde, você entra com o dinheiro e Deus entra com as bênçãos! Muitos são adeptos dessa posição, inclusive boa parte dos evangélicos de cunho reformado passaram a pensar dessa forma.
Só que por outro lado, muitos de nós, que somos membros de uma denominação séria, que prega a Bíblia de forma honesta, podemos ter esse tipo de visão. É só perceber o que tem motivado muitos crentes a freqüentarem nossas igrejas. Muitos vêm às vezes, se você contar, uma vez por mês e ainda é muito para eles.
Geralmente estão cansados por trabalhar demais e , pelo fato de Deus está suprindo aquilo que eles precisam, não há necessidade de estarem presentes. Eu refiro-me ao “vir à Igreja” pelo fato de que eu não acredito em neutralidade moral. Se uma pessoa deixa de vir à Igreja, dificilmente ela está em casa orando, lendo a Bíblia e louvando ao Senhor. Eu até poderia acreditar nisso, mas não consigo.
Por isso, muitas vezes, Deus se utiliza de suas ferramentas para relembrar essas pessoas sobre a necessidade de segui-lo corretamente.
Querem ver uma coisa? Quando o crente perde o emprego, o seu casamento se abala, ou os filhos estão dando problemas, ou uma crise financeira vem abalar a sua vida, elas voltam para a Igreja bem rápido e começam a buscar a Deus como nunca. Ao melhorar a sua situação, abandonam a Deus de novo! 
 A pergunta que fica é: Qual é a sua intenção ao ser seguidor, discípulo de Jesus? O que faz com que você venha na Igreja, cante, ore, ouça a Palavra de Deus? Você procura fazer isso para glorificar o nome de Deus? Se faz isso, está com a intenção correta!
Mas, se essa não é a sua intenção, isso é perigoso! Tem muita gente seguindo a Jesus em busca de benefícios temporais, materiais, que não satisfazem a fome espiritual. Usam a religião como status para garantir alguma posição, principalmente agora em ano eleitoral, por exemplo. Vemos um monte de gente que a gente nunca vê, que se fizermos apelo em dez igrejas diferentes, eles vão levantar as mãos as dez vezes.   
Por isso, Deus quer que você reflita sobre as suas intenções de seguir o Seu Filho.
Porque você está seguindo a Jesus? Porque você foi salvo por ele, porque você o ama é quer ser discípulo dele obedecendo tudo o que ele manda? Ou segue pelo que ele pode te dar que é temporário ? Desista, essa não é a verdadeira intenção.

Segundo motivo, ainda comum nos dias de hoje, pelo qual Jesus repreende a multidão:



A  Imagem errada que tinham Dele. (30-40)

Essa multidão ou parte desses líderes que talvez fossem parte da liderança judaica, ali em Cafarnaum, passam a questionar Jesus sobre algumas de suas posturas. Por exemplo, nos versos 30 e 31:
Que sinal , pois fazes Tu, para que o vejamos e que creiamos? Que operas Tu? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: “Do céu deu-lhes pão a comer”.
Eles tinham conhecimento da bondade de Deus, pois haviam visto a multiplicação, e muitas curas, no dia anterior. Mas no dia seguinte eles pediram a Jesus a Suas autenticações.
Mas isso não era o suficiente porque lembravam das Escrituras que prometiam um profeta, que seria semelhante a Moisés. Moisés havia dado pão, no deserto para eles, e esse profeta também daria, mas talvez para muito mais pessoas do que Jesus havia alimentado, na multiplicação dos pães. E foi por todos os dias durante 40 anos.
Isso mostrava uma dúvida de que Ele fosse esse profeta esperado. Por esse motivo, eles solicitavam as provas de Jesus como o profeta, em comparação ao que o grande líder e estadista Moisés fez.
Se ele é maior do que Moisés, então que realize um sinal maior do que o que Moisés fez quando deu o pão do céu. É certo no dia anterior, Jesus multiplicou os pães. Ele tinha alguns pães, e deles fez mais pães. Mas ele tinha alguma coisa com que começar (cinco pães e dois peixes); além do mais, o que ele deu ao povo foram pães comuns e terrenos; Moisés deu o pão diretamente do céu". Esse era o pensamento deles!
Jesus passa então, a questioná-los, como está nos versos 32 em diante:
“ Em verdade, em verdade vos digo, que não foi Moisés que vos deu o pão.”     Foi Deus quem o deu.
O pão que Deus dá, não é algo relacionado com o passado, como foi o maná. Porém Jesus diz que o que Moisés fez, dando o pão era somente um prenuncio do verdadeiro pão que viria. Por isso Jesus diz que Ele é o verdadeiro pão do céu, diferente do pão dado aos seus pais , no deserto.
Percebemos que eles não sabiam nada sobre Ele. No verso 41 lemos:
Murmuravam pois, dEle, os judeus, pois dizia: Eu sou o pão que desceu do céu. E perguntaram: Não é esse Jesus o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Pois, como dizeis agora” desci do céu”.
Eles não sabiam nada sobre isso, e para eles Jesus era somente o filho do carpinteiro.
Eles achavam que o seu conhecimento de Jesus era tudo o que havia por conhecer a respeito dEle. Eles não estavam pensando em nada do que Deus havia falado, a respeito do Seu Filho, que seria enviado, pois havia promessas diversas nas Escrituras de que alguém viria. E elas estavam se cumprindo , na vida de Jesus.
O verso 38 diz: “Eu desci do céu.
 e o verso 27: “...a qual o Filho do Homem vos dará, pois neste, Deus, o Pai imprimiu seu selo.
 A idéia aqui é de que Ele selou, marcou com seu selo. O que significa que Jesus trazia as marcas de que Ele era o Cristo, o Enviado, o Ungido de Deus para aquele ministério que Ele tinha a exercer.
Jesus explica que Ele é o pão da vida, ou seja, o que tanto dá quanto sustém a vida. É pela fé, ou seja, mediante a união íntima com ele, assimilando-o espiritualmente, assim como o pão físico é assimilado fisicamente, que o ser humano alcança a vida eterna.
Muitos têm uma imagem distorcida de Jesus. Pensam que pelo fato de conhecê-lo, são dele. Aqui vemos que essas pessoas andavam com Jesus, mas não eram Dele. O “deus” deles era o dinheiro, os bens materiais. Confiavam que Deus sustentava-os até ali, e isso era fato. Mas esse tipo de relação não fazia deles pessoas salvas. Pensavam que Jesus resolveria todos seus problemas e seria um Rei que tiraria o povo do sofrimento e daria uma vida abundante. 
 E tem muita gente vivendo assim nesse mundo cristão evangélico. Até conhecem a Jesus, são seguidoras Dele, mas tem uma imagem distorcida sobre quem Ele é. Não são seguidoras verdadeiras!
O sentido de suas vidas está nas coisas que tem, na roupa que compra, no carro novo. Essas satisfações são passageiras, nunca conseguirão suprir suas necessidades porque sempre virão outras e outras...
Pode até parecer muito espiritual isso! Você sendo abençoado, adquirindo bens e muitas coisas, mas isso é temporário, vai acabar! Jesus quer que você tenha uma vida onde as suas necessidades serão de fato, supridas por Ele, porque Ele fará de você uma pessoa fundamentada em valores espirituais que glorifiquem o nome de Deus.
E ele ainda garante a segurança de que sempre você estará com ele, aconteça o que acontecer:  “39 E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.
Qual é a Imagem que você tem de Jesus? Você O conhece? Sabe o que Ele quer de você? Você crê Nele como Salvador de sua vida? Não sai daqui sem ter a Imagem correta de quem é Jesus.

Terceiro motivo, ainda comum nos dias de hoje, pelo qual Jesus repreende a multidão:


A Idéia errada que tinham sobre Salvação. (28-29)

“Então elas (as pessoas) lhe disseram: O que devemos fazer para reali­zar as obras de Deus? Jesus respondeu e lhes disse: A obra de Deus é esta, que creiam naquele a quem ele enviou”.
Quando Jesus usa a palavra "traba­lho", o termo é imediatamente entendido em seu sentido literal, como se estivesse indicando as obras da lei que eles praticavam para ganhar um lugar no reino. Os fariseus pesavam e contavam essas obras.
Quando Jesus diz a eles que deveriam trabalhar pela comida que não perece, no verso 28 eles perguntam a Ele “Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus?” significando: “O que é que temos de fazer?”, o que reflete a mentalidade judaica, que era calcada na promessa de uma lei revelada, que, se fosse cumprida lhes traria a salvação.
Eles desenvolveram um padrão aceito por aquela comunidade, que considerava que a justiça que eles haviam alcançado era satisfatória.
O Antigo Testamento deixou muito claro que só os justos seriam aceitos no reino do Messias. A justiça ou retidão de vida era, pois, um requisito indispensável para se entrar no reino. Esta multidão conhecia apenas a justiça segundo os fariseus.
As Escrituras falam de 10 Mandamentos que são uma síntese do padrão moral de Deus para nós. Essa lei tem o valor de fazer-nos ver como nós não a cumprimos.
 Podemos comparar a lei com um prumo. O prumo é usado para verificar se uma parede encontra-se inclinada para algum lado; porém, o fato de o prumo acusar que uma parede encontra-se pendendo para um dos lados, ele não a concerta. Semelhantemente, a lei serve para mostrar a condição do homem, de torto, inclinado, mas, a lei não pode concertá-lo em nada. Olhando para a lei, o homem só percebe que é incapaz de cumpri-la.
Poderia alguém chegar para Deus e falar que cumpriu 99% de toda a lei e por isso merece o céu? Deus na Sua sabedoria já declarou que aqueles que não praticam toda a lei são considerados malditos (Gl 3.10). Mesmo que o homem tivesse cumprido os 99% da lei, por causa do 1% que não cumpriu, segundo as Escrituras, ele se torna culpado de toda a lei (Tg 2.10). Para Deus é como se não tivesse cumprido nada. Não adianta cumpri-la parcialmente e é impossível cumpri-la totalmente.
Existe algo que ainda não façamos? Falta-nos algo? Eles perguntaram!  Jesus responde: “A obra de Deus é essa, que creiais naquele que Ele enviou“.
A lei diz o que temos que fazer, e nos esforçamos para isso, enquanto que a fé se baseia não no que fazemos, mas naquilo que Deus já fez. Qual é a obra que satisfaz a Deus? É a fé, naquele que foi enviado, e naquele que O enviou. Então vemos que Jesus mostra para eles que essa obra era crer Nele, não que crer é uma obra meramente humana, sabemos que até a fé que temos é um dom de Deus, mas temos que exercê-la na pessoa de Cristo, pois Efésios 2:8-9 deixa isso bem claro: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;  não de obras, para que ninguém se glorie”.
Não existe justiça suficiente em nós para chegarmos até Deus.
Qual a Idéia que você tem sobre salvação? Você acredita que é salvo? Se morresse hoje e fosse levado para um julgamento onde que, dependendo da sua resposta, iria para o céu ou para o inferno o que diria? Se fosse perguntado para você porque deveria entrar no céu o que você responderia?
Sou justo, vou a igreja..., sigo os mandamentos de Deus, ajudo às pessoas.” Se a sua resposta for essa, saiba que irá para o inferno, pois depende de você a salvação. Mas, se você disser que crê no Senhor Jesus será salvo.

Conclusão: O meu desejo é que você não se engane ao seguir a  Jesus, mas que seja crente em Cristo que tenha Intenções corretas ao segui-lo, que tenha uma Imagem correta Daquele que está seguindo e uma Idéia Correta sobre salvação.Só assim você será um verdadeiro seguidor de Jesus, podendo desfrutar de uma vida de plena abundância.


Pr. João Rodrigo Seemam

quinta-feira, 1 de março de 2012

Os Fundamentos da Oração - Salmo 17




Será que existem orações que dão resultados e outras não? Será que os resultados aparecem porque nós temos fé, e os que não aparecem é porque nos faltou fé?
Muitas vezes, tenho visto pessoas sinceras, que colocam diante de Deus todas as suas expectativas, fazendo orações muito bem construídas, com muito sentimento. No entanto a falta de fundamento dessas orações faz com que elas não alcancem uma resposta e, muito menos, o objetivo desejado.
Como podemos ter a certeza se o que eu estou orando será, de fato, atendido? Eu consigo saber se o que eu estou pedindo irá acontecer? Como podemos ter essa certeza?
O texto que lemos nos mostrará que não é simplesmente orar que vai fazer com que Deus responda sua oração. Tem muita gente orando há muitos anos por motivos que não serão atendidos.
No Salmo 17 vemos um adorador, servo de Deus, que estava sendo ameaçado: ... “com a tua mão direita salvas os que em ti buscam proteção contra aqueles que os ameaçam ...” (Sl. 17:7).
 No versículo 9 ele diz: ... “dos ímpios que me atacam com violência”...
No 10 e no 11 também lemos: “Eles fecham o coração insensível, e com a boca falam com arrogância.(...)... me seguem os passos, e já me cercam; seus olhos estão atentos, prontos para derrubar-me”
 Davi estava sofrendo com emboscadas, pessoas querendo matá-lo, pessoas com soberba. É nessa oração, em que um homem de Deus sofre, que vamos responder essas perguntas que foram levantadas.
Teríamos alguma garantia de que as nossas orações serão atendidas?
É necessário saber que as nossas orações devem ser fundamentadas, firmadas em alguns princípios para que elas sejam atendidas.  
Esse texto nos mostra Três Fundamentos onde nossas orações devem ser feitas. 

1º Devem ser feitas Fundamentadas no Pacto de Deus.

Não é simplesmente porque desejamos ou porque está em nosso coração que Deus irá responder como queremos.
No versículo 7 deste salmo lemos:
 “Mostra a maravilha do teu amor, tu, que com a tua mão direita salvas os que em ti buscam proteção contra aqueles que os ameaçam”.
 Davi estava fundamentado no pacto que Deus tinha feito com aquele povo. Não era uma oração perdida, fundamentada em nada.
Quando Davi pede a Deus que lhe mostre as maravilhas do Seu amor fiel, ele tem em mente o que Deus tinha estabelecido em Êxodo 15  
Esse termo “mostra-me a maravilha do teu amor” remetia-se para Êxodo 15:11-13: “Quem entre os deuses é semelhante a ti, Senhor? Quem é semelhante a ti? Majestoso em santidade, terrível em feitos gloriosos, autor de maravilhas? Estendes a tua mão direita e a terra os engole. Com o teu amor conduzes o povo que resgataste; com a tua força tu o levas à tua santa habitação”.
 Ele reconhece esse Deus que, ao longo da história, tem manifestado maravilhosamente o Seu amor. Davi, então, lembrando o pacto que Deus fez com o povo de Israel, pede ao Senhor que distinga esse amor, com o qual efetivou um compromisso com eles.
 No versículo 8 o salmista diz:“Protege-me como à menina dos teus olhos; esconde-me à sombra das tuas asas”.
 Ele diz nesse versículo do pacto que Deus havia feito com aquela nação. Vejamos Deuteronômio 32:10-11: ...”guardou-o como a menina dos seus olhos, como a águia que desperta a sua ninhada, paira sobre os seus filhotes, e depois estende as asas para apanhá-los, levando-os sobre elas”.
  Davi olha para o pacto que Deus fez com Israel e pede que, igualmente, cuide dele como a menina dos Seus olhos e que lhe estenda Suas asas.
 A situação em que o salmista vivia era crítica, difícil, porém, ele conhecia o compromisso de Deus. Assim como Davi conhecia o pacto no qual ele buscava, nós vamos encontrar o Senhor Jesus nos dizendo:“Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados”. (Mt. 26:28).
 Foi o escritor de Hebreus que disse, no capítulo 8:6-7:... “assim como também a aliança da qual ele é mediador é superior à antiga, sendo baseada em promessas superiores (... ) se aquela primeira aliança fosse perfeita, não seria necessário procurar lugar para outra”.
 A aliança que havia no tempo de Davi tornou-se insuficiente, fazendo com que se estabelecesse nova aliança, proposta no sangue do Senhor Jesus Cristo.
As nossas orações têm que estar fundamentadas no pacto que Deus fez conosco, porque se for apenas na expressão do coração ou no desejo pessoal, sem o fundamento do compromisso de Deus, essa oração não se sustentará.
 Segundo Fundamento onde nossas orações devem ser feitas. 

2º) Devem ser feitas Fundamentadas nas Promessas de Deus.

Na oração de Davi há o reconhecimento de um pacto, que por sua vez envolve promessas.
  A situação crítica em que Davi estava vivendo estava alinhada com algumas coisas que Deus havia estabelecido.
 No versículo 13 do salmo 17 lemos:“Levanta-te, Senhor ! Confronta-os ! Derruba-os! Com a tua espada livra-me dos ímpios”.
 O salmista está pedindo que Deus reprima seus inimigos, que o livre dos ímpios, que seus inimigos se enriqueçam de tal maneira que só pensem nessa vida, tanto eles quanto seus filhos.
Deus tinha um compromisso, como vemos no versículo

14: “Com a tua mão, Senhor, livra-me de homens assim, de homens deste mundo, cuja recompensa está nesta vida. Enche-lhes o ventre de tudo o que lhes reservaste; sejam os seus filhos saciados, e o que sobrar fique para os seus pequeninos”.
 Sendo que a lei, no pacto firmado em Deuteronômio, dizia: “Saibam, portanto, que o SENHOR, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos”. (Dt 7:9).
 Havia a afirmação de que, quem fez esse pacto era um Deus amoroso, bondoso e fiel, que mantém sua palavra por mil gerações. Davi sabe que Deus é fiel e bondoso.
Podemos perceber que Deus está fazendo algumas promessas e assumindo alguns compromissos com eles. Era uma parte da promessa que Deus havia feito, de que, quando o inimigo os atacasse, Ele os livraria.
 Observe em Dt 28:7 “O SENHOR concederá que sejam derrotados diante de vocês os inimigos que os atacarem. Virão a vocês por um caminho, e por sete fugirão”.
 Oração não significa pedir algo que Deus não quer fazer, ela é um meio de nós estabelecermos uma comunhão para desfrutarmos de tudo aquilo do Ele nos quer dar.
Então, ao pedir para ser liberto dessas pessoas, desses inimigos que o cercavam, Davi estava apenas pedindo algo que Deus já havia prometido.
Davi era o rei que comandava o povo de Deus e, como líder dessa nação, ele tinha que liderar o povo a cumprir a vontade de Deus. Naquela condição de quem eles eram, naquela época, significava que eles eram representantes de Deus e, conseqüentemente, os seus inimigos eram inimigos de Deus.
Ele estava, então, combatendo pessoas que agiam totalmente contra a aliança de Deus.   E o salmista diz: “Senhor, faz alguma coisa, pois o Senhor prometeu”.
 O problema de hoje é que, grande parte das orações, e algumas interpretações das Escrituras, estão propondo ou focalizando não aquilo que Deus prometeu, mas aquilo que a pessoa quer ou não. Provavelmente você já ouviu o texto de João 14: 13-14: 13  “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14  Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”.
Você pode pensar que esse texto está dizendo que você terá tudo o que sonhou, pois, afinal, o Senhor disse que tudo o que você pedir Ele lhe dará. É preciso que nós olhemos tanto para o contexto em que se insere essa passagem, como para o que estamos pedindo.
Jesus prometeu que faria tudo quanto os discípulos pedissem pro qual motivo? Para que o Pai fosse glorificado.
Para que o Pai fosse glorificado Jesus haveria de fazer tudo que pedissem em Seu nome.
 Não é qualquer coisa que você pede que Deus lhe dará. É possível pedir algo e não obter, quando a oração não está focada no que Deus quer ou no que Ele prometeu.
 Terceiro Fundamento onde nossas orações devem ser feitas. 

3º) Devem ser feitas Fundamentadas nas Exigências de Deus.

O pacto tinha dois lados: Deus o firmava com promessas, mas também com exigências.
  No versículo 1 o salmista diz: “Ouve, ó Senhor a minha justa queixa”.
  No pacto, o Senhor havia dito: “Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”. (Dt. 6:4).
 Havia pessoas distintas nesse pacto: o Deus que o propunha e estabelecia, e o povo que se relacionava com esse Deus.
 Vejamos o que dizia o pacto: “Todas estas bênçãos virão sobre vocês e os acompanharão, se vocês obedecerem ao SENHOR, o seu Deus (Dt. 28: 2).
 “Entretanto, se vocês não obedecerem ao SENHOR, o seu Deus, e não seguirem cuidadosamente todos os seus mandamentos e decretos que hoje lhes dou, todas estas maldições cairão sobre vocês e os atingirão”. (Dt. 28: 15).
  O compromisso que Deus estabeleceu tinha exigências, às quais o povo tinha que cumprir para desfrutar das promessas de Deus. Da mesma maneira como havia uma lista de bênçãos, se o povo não cumprisse as ordens de Deus, havia uma lista de maldições.
 Logo no começo de sua oração, Davi diz ao Senhor:
“Ouve a minha causa justa”. (1)
 No versículo 1 ele diz que o Senhor o conhece e, de acordo com a lei, não fala nada que não seja verdade:... “minha oração, que não vem de lábios falsos”
 No versículo 2, igualmente, é dito:  “Venha de ti a sentença em meu favor; vejam os teus olhos onde está a justiça!”
 Esse homem está com sua consciência totalmente limpa.
Nos versículos 3 e 4 lemos: “Provas o meu coração e de noite me examinas, tu me sondas, e nada encontras; decidi que a minha boca não pecará 4 como fazem os homens. Pela palavra dos teus lábios eu evitei os caminhos do violento”.
 Até quando ele estiver distraído, ou dormindo, sem poder se defender e contra-argumentar, Deus pode examiná-lo, pois ele está sendo íntegro.
 Esse homem tem um compromisso com Deus. Sua boca não é um instrumento de destruição, de falar mal, de rebeldia.
 No versículo 5 ele diz: “Meus passos seguem firmes nas tuas veredas; os meus pés não escorregaram”.
 No Novo Testamento, nós também podemos encontrar essas promessas e exigências divinas.
 Vejamos I Timóteo 2:8: “Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões”.
 A idéia aqui é que, você pode orar, mas precisa deixar claro que suas mãos não têm marca de sangue, não têm culpa.
 Pedro diz o seguinte:  “Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações”. 1Pedro 3:7
 Ou seja, a condição para Deus ouvir sua oração é que você trate bem seu marido ou sua esposa. Isso vai mexer com a eficiência da sua oração.
             Já em I João 3: 21-22 lemos : “Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada”. 
          A resposta da oração é condicionada a fazermos Sua vontade e obedecermos ao que Ele diz. Para obedecê-Lo, precisamos conhecer as Escrituras.
Se você não conhece o pacto, as promessas e as exigências, sua oração pode ser, simplesmente, um falatório, um gastar salivas.
Nós vivemos em dias em que as pessoas estão sendo movidas somente por emoções e por boas intenções, sem nenhum fundamento.
Na condição de adoradores, de intercessores e de pessoas que oram a Deus, precisamos nos perguntar se estamos aptos a nos aproximarmos de Deus e a dizer, tal como Davi: “Senhor, ouve a minha causa justa. O que eu estou pedindo está de acordo com Suas orientações e o Senhor bem sabe”. (1)
 Conclusão: Quer ser ouvido por Deus? Busque fundamentar suas orações no Pacto de Deus, nas Promessas de Deus e nas Exigências de Deus.



 Pr. João Rodrigo Seemam



Sermão Proferido na Igreja Batista em Parque Das Nações – 20/01/10
Pr. João Rodrigo Seemam